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A reinvenção da Universidade - Assis Ribeiro

Enviado por Gilberto Godoy
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     Por Assis Ribeiro - Brasil Econômico via Luis Nassif Online

     A universidade deve se reinventar. Os professores devem mudar seus padrões e treinar estudantes para serem inovadores. Os pesquisadores não podem ficar de costas para a sociedade.

     Essa é a visão de Louise Dandurand, vice-presidente da universidade canadense Concordia. Doutora em ciência política, para ela a universidade pode resgatar sua importância relativa dedicando-se a despertar a inovação nos estudantes.

     "Devemos treinar pessoas inovadoras, e não apenas acadêmicos", diz. "Geralmente tentamos formar os alunos para serem como nós, mas a maioria dos estudantes não vai ser professor".

     Sediada em Montreal, a Concordia é resultado da fusão entre duas instituições tradicionais, com mais de um século de atividades: a Loyola College e a Sir George Williams University. Hoje, a universidade pretende ser, ao máximo possível, conectada com a sociedade.

     Embora isso seja mais evidente nas ciências aplicadas, ela vê maneiras de realizar essas matérias também em humanidades.

     "Quando fazemos pesquisa em História, não podemos ficar apenas falando na história da Renascença", diz. A universidade trabalha com um programa de História oral, em que pesquisadores coletam narrativas de sobreviventes do Holocausto. "Já temos dados que podem contribuir para identificar fatores precursores de genocídios", diz.

     Na mesma linha, a universidade periodicamente leva seus alunos e pesquisadores para os bares e cafés de Montreal, onde a universidade é sediada, em uma atividade batizada de University of the Streets Café (universidade dos cafés das ruas).

     "Em um determinado evento, podemos levar o tema de ética nos negócios, vícios ou arte", exemplifica. "Não queremos estar dentro de torres de marfim."

     A vice-presidente da Concordia está no Brasil para tentar estabelecer parcerias de pesquisa com as principais universidades do país. Contudo, ela acredita que a relação entre universidades não pode se limitar a programas de intercâmbio.

     "Geralmente em um acordo, os responsáveis assinam papéis, apertam as mãos, mas depois de dois anos, o que realmente ocorreu?"

     O programa previsto pela universidade visa unir pesquisadores na mesma linha para aproximar os trabalhos, envolvendo seminários conjuntos, workshops e incluir alunos de graduação em programas "sanduíche", em que parte das disciplinas básicas de um curso são assistidas em outra instituição.

     Dentre as oportunidades de cooperação, a vice-presidente notou as universidades interessadas em pesquisas de genoma, energia solar, aeroespacial, além de pesquisas em design de videogames, área de destaque na indústria canadense.

     "Também houve interesse das universidades brasileiras em cooperar com nossa escola de artes, sobretudo nos cursos de cinema", destaca.

     A universidade já implementou parcerias com universidades na Dinamarca, na área de ciências biomédicas, e na Índia, na área de pesquisas aeroespaciais, entre outras.

     Para ela, o Brasil está em um momento importante, pois conta com universidades relativamente novas, que podem iniciar sua história com inovação.

     No próximo mês, as principais universidades do país iniciam as provas de seus processos seletivos. Aos candidatos a exames, Dandurand aconselha a não limitarem sua criatividade. "Não sejam conservadores, tentem surpreendê-los", diz.

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