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Contingências de reforço não geram robôs... - JC Todorov

Enviado por Gilberto Godoy
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   Título completo: Contingências de reforço não geram robôs: múltiplas influências garantem variabilidade.

   A cultura na qual a pessoa nasce se compõe de todas as variáveis que a afetam e que são controladas por outras pessoas, escreveu Skinner em “Ciência e Comportamento Humano”. A cultura, nesse sentido, é enormemente complexa e extraordinariamente poderosa. Mas não gera robôs. Além de cada pessoa ser geneticamente única, a variabilidade é garantida por múltiplas contingências em diversas situações, muitas vezes em conflito. Skinner cita o exemplo da criança que é filha de imigrantes e que convive com regras diferentes em casa e no grupo de amigos. As várias agências de controle, como família, escola, governo, por exemplo, cada uma delas controlada por diferentes variáveis, podem estar em conflito – e frequentemente estão. As relações condicionais ensinadas pelo grupo religioso que frequenta podem estar em conflito com as contingências em vigor na escola. E estas podem ser menos exigentes que as que vigoram no trabalho.


   Mas então o que significa dizer que a natureza humana é a mesma no mundo todo? A posição behaviorista explicitada por Skinner afirma que os processos comportamentais são os mesmos, ainda que as práticas culturais variem. As variáveis independentes são as mesmas, o que varia são as contingências sociais que prevalecem nas várias culturas. O capítulo 27 de “Ciência e Comportamento Humano” é dedicado ao tema Cultura e Controle, mostrando como diferentes ambientes, diferentes heranças genéticas, diferentes conjuntos de relações condicionais, levam ao desenvolvimento de cada pessoa como um indivíduo único.

     Fonte: blog do João Claúdio Todorov - http://jctodorov.blogspot.com.br/

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