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Os seios de Angelina Jolie - Theófilo Silva

Enviado por Theófilo Silva
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     A atriz Angelina Jolie, filha de John Voight, que forma com Brad Pitt o casal hollywoodiano “mais belo do mundo”, causou colossal sensação esta semana na imprensa. O motivo foi ela ter retirado preventivamente os seios saudáveis, por ter uma predisposição ao câncer, doença que sabidamente afeta essa região das mulheres. O ocidente está compadecido com a revelação, a coragem e o sacrifício da mulher da “boca mais bonita do mundo”, casada com o “homem mais belo do mundo”. “Trata-se de uma heroína e um exemplo para causa da luta das mulheres”.

     O jornal Correio Brasiliense, famoso por sua adesão ao besteirol – trata-se de um veículo completamente desacreditado em Brasília – estampou uma manchete de meia capa, como se fosse Angela Merkel doando um bilhão de euros a Portugal!

     Tenho minhas dúvidas se Angelina fez realmente essa cirurgia, e se tudo não passa de mais um golpe publicitário, entre as dezenas que ela aplicou ao longo de sua vida, para mascarar sua mediocridade como atriz. Ela já usou de todos os golpes que seus agentes bolaram, para colocá-la permanentemente na mídia. Como a concorrência em Hollywood é brutal, criminosa mesmo, é necessário utilizar de todas as trapaças para se manter no topo do noticiário.

     Jolie tem feito de tudo para figurar ao lado das maiores beldades da história de Hollywood. Esse objetivo tem sido perseguido de forma calculada, meticulosa, implacável e sem escrúpulos – passando, inclusive pelo casamento com o belíssimo bobalhão Brad Pitt, o clone de Robert Redford. Ser uma deusa como Greta Garbo, Rita Hayworth, Marilyn Monroe, Audrey Hepburn, Grace Kelly, Elizabeth Taylor é seu único objetivo. Todas essas belas e inesquecíveis atrizes formaram par com mitos masculinos como Robert Taylor, Orson Welles, príncipe Rainier de Mônaco, Joe de Maggio… Elizabeth Taylor e o grande Richard Burton formaram, com certeza, o casal mais belo, talentoso e célebre da história do cinema. São esses dois, principalmente, que Jolie e Pitt querem imitar.

     Só que, para Angelina tornar-se uma dessas deusas faltou um detalhe, algo simples: talento. A mesma coisa que falta para o Brad. Todas essas atrizes citadas não eram somente belíssimas, eram ímpares, extremamente talentosas e protagonizaram filmes inesquecíveis, obras-primas que estão imortalizadas. Angelina Jolie e Brad Pitt tentam fazer o mesmo, mas falta o essencial. Como sua juventude já passou, eles sabem que brevemente serão esquecidos, se tornarão meros rostos bonitos do passado, como centenas de outros, quase milhares que o cinema e a TV americana nos mostraram nesses cem anos. Para que eles não se percam nessa multidão é preciso um Oscar. Nem que seja de coadjuvante, coisa que muitas nulidades conseguiram, e depois desapareceram na poeira do tempo.

     Pouca gente sabe que Angelina e Brad Pitt criam sua filha biológica, a garotinha, de nome Shiloh, de forma bastante heterodoxa. Eles a vestem um dia de menino e outro de menina, que é para ela escolher o sexo o qual quer pertencer quando crescer, homem ou mulher. Porque para ela e Brad, gênero sexual não é fator biológico, mais uma convenção social – qual será o banheiro que essa criança frequenta na escola? Shiloh tem hoje uns dez anos. Procurem suas imagens no Google e vejam o que está acontecendo com ela. Esse é só um exemplo das práticas de Jolie para virar notícia.

     Angelina foi casada com o mediano ator Billy Bob Thornton que a espancava, e com quem ela dizia que fazia sexo usando facas – isso antes de comer uma barata no café da manhã – enquanto ela se deliciava com as suas diversas namoradas, já que é bissexual assumida. A relação com esse ator, de mais cinquenta anos, que se diz um bad boy, foi marcado pela violência e por intervenções da policia. Após uma seção de espancamentos, ela tatuou o rosto dele no ombro e jurou-lhe fidelidade eterna. A coisa durou pouco, parece que a violência ficou insuportável, ela separou dele e raspou a tatuagem. Mais tarde tatuou o nome das crianças por cima.

     Em seguida, veio o casamento, calculado, com Brad Pitt para se tornar o “casal mais belo do mundo”, um golpe publicitário que iria colocá-los no topo por todo o tempo. Dando sequência à farsa, aderiram a um dos atos mais cruéis protagonizados por Hollywood: o de adotar crianças africanas, simulando ajuda humanitária – a prática foi adotada por Steven Spielberg, Madonna, Geoge Clooney e muitos outros. As saídas de Pitt e Jolie cercados de filhos passaram a ser eventos mundiais. O objetivo é dizer que eles não são somente “belos, ricos e glamorosos”, mas também humildes e generosos. Não basta ser Deus, é preciso frequentar o inferno. “Afinal, o mundo é uma plateia e é preciso ter uma bandeira”. Os americanos adoram.

     As visitas de Angelina e Brad ao Congo – a região mais miserável do planeta – é acompanhada por duzentos guarda-costas armados até os dentes, e um batalhão de médicos (caso eles contraiam alguma doença africana) e repórteres já prontos para divulgar a imagem dos belos misturados com as feras. Em seguida segue-se a publicidade de seu último filme, para completar a estratégia de propaganda á la Goebels.

     Angelina, infelizmente, é imitada pelas mulheres, principalmente jovens, do mundo todo, e sua conduta bizarra, de puro marketing, tem um efeito nefasto sobre essas pessoas. A essa altura, milhares de mulheres do mundo todo vão retirar os seios – antes a moda era enchê-los de silicone – porque “a mulher mais bonita do mundo”, Angelina Jolie o fez. A medicina pervertida está aí para garantir o êxito. Trata-se de uma medida brutal que pode trazer sérias consequências para a saúde. Os médicos sérios não concordam com a medida. Mas “Brad já a apoiou, comovido”, afinal eles estão novamente em todas as manchetes. E não é por causa de um filme de Hollywood, mas por uma tragédia protagonizada por eles mesmos. Uma desgraça!

     Esse casal de beldades não sabe que a imortalidade na arte é para raríssimos. A personalidade deformada de Angelina Jolie está retirando sua beleza estética. E “As feridas que alguém faz em si mesmo, cicatrizam-se mal” diz o grande dramaturgo. Todas as ações de Angelina Jolie e Brad Pitt estão caminhando para que eles se tornem o que homem que mais entendeu da arte de interpretação em todos os tempos, William Shakespeare, disse por intermédio de seu personagem Macbeth “… Um pobre ator que se pavoneia um instante no palco, e nunca mais se ouve falar dele”.

     É por isso que a filha de John Voigth luta, e pelo qual é capaz de destruir a vida de sua própria filha, para consegui-lo. Posso perdoá-la por todas as suas outras ações, menos por essa.

     Theófilo Silva é escritor, autor do livro 'A paixão segundo Shakespeare' entre outros.

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