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A volta de Chico Buarque aos palcos

Enviado por Gilberto Godoy
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       Do Luis Nassif Online

      Das surpresas que Chico Buarque preparou para sua volta aos palcos após cinco anos, a maior foi a inclusão da versão do rapper Criolo para "Cálice". Sua parceria com Gilberto Gil está entre as músicas que, assim como "Apesar de você", ele parou de cantar por considerá-las muito ligadas ao período da ditadura militar. Na estreia nacional de "Chico", no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, na noite de sábado, o compositor interpretou um trecho da letra de Criolo, incluindo o final, com linguajar da periferia paulistana: "Afasta de mim a biqueira, pai/ Afasta de mim as biate, pai/ Afasta de mim a coqueine, pai/ Pois na quebrada escorre sangue".

     Outras canções que estão de volta ao seu repertório após muito tempo são "Desalento", "Bastidores", "Ana de Amsterdam", "Anos dourados", "Geni e o zepelim" e, no bis, "Sonho de um carnaval" (com citação de "A felicidade", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes). Ele ainda dividiu com seu baterista, Wilson das Neves, a letra de "Tereza da praia", de Tom Jobim e Billy Blanco. Outra novidade se deu em "Rubato", quando ele tirou o microfone do pedestal e cantou se movendo no palco.

     Chico não fez concessões ao grande público na escolha das 28 músicas. Não incluiu sucessos levanta-plateia como "Quem te viu, quem te vê" e "João e Maria", interpretou todas as dez faixas do disco que lançou este ano e, no final do show, pôs composições suas que pouca gente conhece: "A violeira", feita em 1983 para o filme "Para viver um grande amor" e nunca gravada por ele; "Baioque", do repertório do filme "Quando o carnaval chegar" (1972) e agora com uma citação de "My mammy", blues que foi cantado por Al Jonson há quase um século; e o "Cálice" de Criolo.

     Palavras dirigidas aos cerca de 1.700 espectadores só as de apresentação da sua fiel banda de sete músicos e um "errei" no início de "Sob medida" -- ele continuou de onde tinha parado, sem voltar ao início.

     Embora todos esses elementos pudessem provocar uma distância entre artista e fãs -- e, de fato, houve silêncio nas canções pouco famosas--, a reação do público foi extremamente calorosa. Chico foi aplaudido de pé ao entrar no palco às 21h26m, recebeu palmas durante vários números ("Bastidores", "O meu amor", "Geni e o zepelim" e outras) e, ouviu, é claro, os habituais gritos de "lindo!", vindos de mulheres e homens. Terminou o show às 23h após três bis que a plateia acompanhou de pé, restando um gosto de "quero mais". Sua namorada, a cantora Thaís Gulin, e sua filha Sílvia Buarque assistiram ao show, que chega ao Rio em 5 de janeiro, após passar por Porto Alegre, Novo Hamburgo e Curitiba. Com ingressos esgotados, as apresentações em Belo Horizonte vão até a próxima quarta-feira. Ainda não começaram as vendas para a temporada no Vivo Rio.
 

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