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A Teoria do Merthiolate - Murilo Gun

Enviado por Gilberto Godoy
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      "As crianças hoje em dia são muito hiperativas.

     Na minha infância, as crianças eram mais calmas. Sabe porquê? Porque o Merthiolate ardia muito. As crianças de vez em quando deixavam de fazer merda pensando no Merthiolate. O Merthiolate tinha uma função pedagógica.

     O Merthiolate também tinha uma função psicológica. Porque aquele ardor dava a impressão de que os micróbios estavam sendo mortos. Você acreditava que de fato estava curando. Mércurio Cromo não ardia, então dava a sensação que curava menos. Quando o Merthiolate encostava na ferida, você sentia que ali tinha virado um grande campo de batalha. Você sentia o ardor da guerra. E quando o ardor passava é porque a gente tinha conseguido vencer o mal.

     Além do fator pedagógico e psicológico, o Merthiolate também tinha um apelo maternal. Porque a única coisa capaz de amenizar o sofrimento do Merthiolate eram as micropartículas de saliva materna. Quando a mãe soprava na ferida, o sofrimento magicamente reduzia.

     Além do fator pedagógico, psicológico e maternal, o Merthiolate também tinha uma função de geolocalização. Porque o ardor servia como sinalização se o Merhtiolate tinha sido de fato colocado no local correto. Se não ardesse, é porque não colocou direito. O Merthiolate era o GPS da ferida.

     Além do fator pedagógico, psicológico, maternal e de geolocalização, o Merthiolate também teve um impacto na personalidade das pessoas. O ardor incrível do Merthiolate moldou a personalidade da geração de crianças dos anos 80. As crianças desde cedo se acostumaram a ser homem, forte, engolir choro, aguentar dor...

     Hoje em dia.... o Merthiolate não arde mais!

     Por isso essa geração emo, tudo cheio de frescura, chora por qualquer coisa…"

 

Comentários

  • por: Free em terça-feira, 18 de março de 2014
    "Assopra meu filho que para de doer"... O que arde cura, já dizia minha avó!! ;o)

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  •  

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          (Ver Post Completo)


  •     
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