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Porquê e como estudar para concursos

Enviado por Gilberto Godoy
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     Sylvio Motta, Editor de concursos da Campus/Elsevier

     Parece uma pergunta óbvia, mas muita gente se questiona antes de adentrar por esse projeto tão ambicioso. Afinal, ouve-se muito falar naquele fulano que ficou amarelo porque não pega mais sol e só fica dentro de casa estudando. Fala-se daquela beltrana que estuda há anos e só passa depois de muito tentar nos concursos.

     Ouve-se também falar que concursos são para gente muito abastada e que não precisa trabalhar. Escuta-se que os processos seletivos não são confiáveis e que somente são aprovadas pessoas “escolhidas”.

     A razão que leva as pessoas a estudarem para concursos são diversas. As mais comuns são as seguintes:

• "Vocação" para uma determinada carreira. Há pessoas que sonham em ser delegadas, juízas, promotoras, defensoras, peritas, militares etc. Assim, como para alcançar esse sonho é necessário prestar concursos, essas pessoas partem para esse caminho.

• Busca por estabilidade. A iniciativa privada tem sido marcada pela volatilidade. Apesar de não exigir muitos pré-requisitos formais para as contratações, como o setor público requer, a despedida imotivada acontece muito facilmente. Basta acontecer uma crise econômica, uma diminuição das margens de lucro das empresas, uma mudança de perfil da corporação ou do próprio mercado para o desemprego acontecer na vida de muitos trabalhadores. Quem tem emprego vive com o constante receio de não tê-lo de uma hora para a outra. As empresas passam por reestruturações, cortes de gastos e o empregado fica vulnerável a essas intempéries. Isso dificilmente acontece no setor público, em que há a instituição constitucional da estabilidade. Segundo tal preceito jurídico o qual está acolhido no art. 42 da Constituição Federal de 1988, após 3 anos de efetivo serviço prestado ao ente público, a demissão só acontecerá excepcionalmente nas hipóteses previstas na Constituição Federal. Por isso, a carreira pública revela-se muito atrativa para muitos profissionais.

• Segurança no momento da admissão. Quem está desempregado e quer um emprego, passa por um sem-número de filtros nos processos seletivos. Muitas vezes, a escolha para quem será admitido é permeada de subjetividade nas muitas entrevistas. Isso quando se consegue chegar a participar de uma seleção! Afinal, não podemos deixar de mencionar que muitos daqueles que passaram dos 40, dos 50 anos sequer conseguem se encaixar no perfil de uma vaga. Essas pessoas ficam de fora mesmo de algumas oportunidades de emprego.  Há outros casos em que a iniciativa privada pede que o profissional tenha alguns anos de experiência e existem outros casos em que se limita o tempo de formado. Tudo isso é muito excludente, deixando muita gente sem poder concorrer a um emprego. Por outro lado, nas seleções públicas, não há subjetividade, pois as qualificações profissionais são avaliadas por um concurso de provas ou provas e títulos. Isso confere muito maior segurança para quem deseja trabalhar, pois é muito democrático. Gente de qualquer idade, classe social, de qualquer cor de pele, de qualquer aparência tem vez nos concursos públicos. Até os portadores de necessidades especiais são lembrados nesse momento!

• Busca por um salário melhor. Hoje, na iniciativa privada, as exigências diante do profissional do século XXI crescem de forma inversamente proporcial aos salários oferecidos. Assim, alguém com pós-graduação, poliglota, super atualizado e com diversos cursos no currículo nem sempre tem o salário que permite construir sonhos. Isso porque há oferta enorme de profissionais, mas poucas vagas na iniciativa privada . Esse abismo com certeza não acontece no setor público. Um profissional bem qualificado, geralmente, é “premiado” com adicionais, gratificações que servem como um belo incentivo ao aprimoramento pessoal.

* Busca por respeito aos direitos trabalhistas. No setor privado, há uma grande tendência à flexibilização da legislação do trabalho. Trocando em miúdos, isso representa o despojamento, a mitigação de diversos direitos a que o empregado ou trabalhador tem que se submeter para conseguir se manter no mercado. É muito frequente ver pessoas trabalharem mais de 12 horas por dia, não terem fim de semana, não verem seu FGTS recolhido.

      Mais comum ainda é ver pessoal da área de tecnologia da informação serem obrigados a trabalharem como prestadores de serviços na qualidade de pessoa jurídica para manterem-se no mercado. Muitas vezes, trabalha-se uma carga horária incompatível com uma vida saudável e tem-se pouco tempo tem para usufruir o salário duramente conquistado. Isso é justamente o que não ocorre no setor público! Na maioria das vezes, a carga horária é racional, os salários são ótimos, o que possibilita ter planos futuros.

     Diante de tantas razões, vale a pena começar a pesquisar a respeito de como se começa a estudar para concursos. O processo é longo, mas seus resultados, como pode se ver, são valiosos.


     Como começar a estudar para fazer a prova?

     Primeiro, decide-se com convicção que se quer estudar para concursos. Afinal, essa será uma postura que implicará muito esforço, trabalho sério e disciplina. E só se consegue encarar dessa forma o projeto se houver muito amor na sua execução. É preciso apaixonar-se pela aprovação no cargo para buscar fazer de tudo para conquistá-lo.

     Apesar de parecer óbvio, estudar para concursos demanda um planejamento. Aliás, tudo nessa vida requer que façamos planos, pois precisamos prever como chegaremos de um ponto a outro. Isso sem mencionar que faz um bem danado começar a entender o caminho a ser percorrido, pois já nos prepara emocionalmente para o trabalho que será desempenhado.

     Para fazer o planejamento, deve-se ter um foco. Isso é feito por meio da escolha de um cargo ou uma área para se dedicar. Esse processo envolve conhecer as matérias que caem e montar uma grade de estudos. Para facilitar, vamos exemplificar.

     Suponhamos que sua escolha foi estudar para Analista Judiciário de diversos tribunais que existem pelo Brasil. Primeiramente, verifica-se quais as matérias que caem nesta modalidade de concursos. Assim, verifica-se que Direito Constitucional, Direito Administrativo, Língua Portuguesa, Informática são matérias básicas para tais carreiras. Apenas mudam as matérias específicas de cada tribunal. Então, monta-se um esquema de estudo das matérias básicas quando não se tem um concurso em vista, mas uma área.

     Contudo, o mesmo pode ser feito com qualquer concurso: desde um concurso para cargo de nível fundamental até a magistratura. Tudo passará por um começo, uma fase de ambientação. Já aviso que não será fácil, mas advirto que valerá a pena encarar tal desafio.

     Já que tratamos de acostumar-se a estudar, se desejamos ingressar na carreira pública devemos persistir mesmo diante das dificuldades que inicialmente aparecerão. O corpo doerá, a cabeça ficará cansada, a sensação de tédio por ficar fazendo a mesma coisa por longas horas aparecerá. O que determinará o seu sucesso diante desse empreendimento, será a sua capacidade de prosseguir tentando se habituar ao novo hábito de estudar para concursos!

     Depois de uns tempos insistindo na tarefa de conseguir ter disciplina para estudar, todos esses novos hábitos serão incorporados a sua vida. Assim, em momentos em que você não puder estudar, surgirá uma sensação de vazio ou a própria necessidade de apanhar um livro para ler.

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