Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns minutos...

 

Saga - Filipe Catto

Enviado por Gilberto Godoy

SAGA

Andei depressa para não rever meus passos
Por uma noite tão fugaz que eu nem senti
Tão lancinante, que ao olhar pra trás agora
Só me restam devaneios do que um dia eu vivi

Se eu soubesse que o amor é coisa aguda
Que tão brutal percorre início, meio e fim
Destrincha a alma, corta fundo na espinha
Inebria a garganta, fere a quem quiser ferir

Enquanto andava, maldizendo a poesia
Eu contei a história minha pr´uma noite que rompeu
Virou do avesso, e ao chegar a luz do dia
Tropecei em mais um verso sobre o que o tempo esqueceu

E nessa Saga venho com pedras e brasa
Venho com força, mas sem nunca me esquecer
Que era fácil se perder por entre sonhos
E deixar o coração sangrando até enlouquecer

E era de gozo, uma mentira, uma bobagem
Senti meu peito, atingido, se inflamar
E fui gostando do sabor daquela coisa
Viciando em cada verso que o amor veio trovar

Mas, de repente, uma farpa meio intrusa
Veio cegar minha emoção de suspirar
Se eu soubesse que o amor é coisa assim
Não pegava, não bebia, não deixava embebedar

E agora andando, encharcado de estrelas
Eu cantei a noite inteira pro meu peito sossegar
Me fiz tão forte quanto o escuro do infinito
E tão frágil quanto o brilho da manhã que eu vi chegar

E nessa Saga venho com pedras e brasa
Venho sorrindo, mas sem nunca me esquecer
Que era fácil se perder por entre sonhos
E deixar o coração sangrando até enlouquecer

Comentários

Comente aqui este post!
Clique aqui!

 

Também recomendo

  •    Rio de Janeiro - Desde o dia 21 deste mês, o acervo do cantor e compositor Milton Nascimento está disponível para visualização e pesquisa no portal do Instituto Antonio Carlos Jobim – www.jobim.org . São cerca de 45 mil itens, entre fotos, documentos, áudios, vídeos e álbuns.   (continua)


  •    Um dia na vida.... essa música dos Beatles rima com este trecho de Hesse: “Somos, fluindo de forma em forma docilmente, movidos pela sede do ser atravessamos o tempo. O dia, a noite, a gruta e a catedral. Assim sem descanso as enchemos uma a uma, e nenhuma nos é o lar, a ventura..." (continua)


  •      Quem nunca dançou ao som de Donna Summer? Nos anos 70, Donna Summer dominou pistas de dança do mundo inteiro, com músicas que não deixavam ninguém ficar parado. A artista conquistou cinco Grammys, o Oscar da música. Exigente com o próprio trabalho, ela uma vez atribuiu o sucesso ao pós-guerra do Vietnã nos Estados Unidos e no mundo.   (continua)


  • "... falar da cor dos temporais
    Do céu azul, das flores de abril
    Pensar além do bem e do mal
    Lembrar de coisas que ninguém viu
    O mundo lá sempre a rodar..."
    (continua)


  •     Linda música, linda interpretação.

    "Não dá pé
    Não tem pé, nem cabeça
    Não tem ninguém que mereça...
     (continua)


  • 'Eu conheço o medo de ir embora
    Não saber o que fazer com a mão
    Gritar pro mundo e saber
    Que o mundo não presta atenção...
    (continua)


  •      Cantora carioca, filha do pianista e compositor Antônio Adolfo, começou a cantar aos 8 anos de idade, quando lançou um compacto ao lado de Mièle. Ainda durante a infância, integrou coros em gravações de artistas como Erasmo Carlos e Ângela Rô Rô. Morou nos Estados Unidos de 1989 e 1991, quando participou do disco "Brasileiro", de Sergio Mendes.   (continua)


  • "Amigos a gente encontra
    O mundo não é só aqui
    Repare naquela estrada
    Que distância nos levará...
    (continua)


  •    Émilie Simon é uma cantora-encantadora, como poucas. Francesa, nasceu em 1978 em Montpellier. Ela é a compositora da trilha sonora original do documentário francês A Marcha dos Pingüins (La Marche de l'Empereur). Com esse trabalho ganhou o prêmio César de melhor Trilha Sonora Original de 2006 e o prémio Victoires de La Musique.   (continua)


  •  

         O violonista Alessandro Penezzi interpretando Brasileirinho, choro de Waldir Azevedo. Show no Teatro Municipal de Batatais (SP).


  •    Engenheiros do Hawaii é uma banda brasileira de rock and roll, formada em 1984 na cidade de Porto Alegre. Alcançou grande popularidade com suas canções irônicas e críticas. O vocalista Humberto Gessinger é o único integrante original a permanecer no grupo até hoje.


  •        Sempre ótimas escolhas de repertório e interpretação com uma energia diferenciada.
    "Agora vamos ter os girassóis do fim do ano
    E o calor vem desumano, tudo irá se expandir..."


Copyright 2011-2024
Todos os direitos reservados

Até o momento,  1 visitas.
Desenvolvimento: Criação de Sites em Brasília