Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns minutos...

 

Diálogo entre Colbert e Mazarino em 1661

Enviado por Habbas Gazan
dialogo-entre-colbert-e-mazarino-em-1661

      Colbert foi ministro de Estado e da economia do rei Luiz XIV.

     Mazarino era cardeal e estadista italiano que serviu como primeiro ministro na França. Notável coleccionador de arte e jóias, particularmente diamantes, deixou por herança os "diamantes Mazarino" para Luís XIV em 1661, alguns dos quais permanecem na coleção do museu do Louvre em Paris.

     O diálogo: (Durante o Reinado de Luis XIV)

     Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar (o contribuinte) já não é possível.
Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço...

     Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão.
Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!

     Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo? Contudo, precisamos de dinheiro.
E como é que havemos de o obter se já criamos todos os impostos imagináveis?

     Mazarino: Criam-se outros.

     Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

     Mazarino: Sim, é impossível.

     Colbert: E então os ricos?

     Mazarino: Sobre os ricos também não. Eles deixariam de gastar. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

     Colbert: Então como havemos de fazer?

     Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente situada entre os ricos e os pobres: São os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tiramos. É um reservatório inesgotável.

Comentários

Comente aqui este post!
Clique aqui!

 

Também recomendo

  •       “O poder político é um jogo social. Neste jogo, nunca é demais repetir, não se julgam os atos pelas intenções mas pelos efeitos. Você deve aprender a julgar todas as coisas pelo preço que terá que pagar por elas. Use este critério para tudo, inclusive para saber se deve colaborar com outras pessoas ou correr em seu auxílio. Afinal, a vida é curta, as oportunidades são poucas, e sua energia tem limite. Neste sentido, o tempo é tão importante quanto qualquer outro fator. Não desperdice tempo valioso ou paz de espírito..."   (continua)


  •    Excelente fala do Mia Couto. "A guerra fria esfriou, mas o maniqueísmo que a sustentava não acabou, inventando rapidamente outras geografias do medo à oriente e ocidente. E porque se trata de entidades demoníacas, não basta mais intervenções com a moral de uma nação. Precisamos de intervenção com legitimidade divina...   (continua)


  •    Como os “donos do poder” procedem a manipulação e o controle da opinião pública? A chamada Psicologia Política sabe bem sobre estas estratégias muito utilizadas atualmente. Algumas publicações atribuem este texto a Chomsky. Um tema polêmico. Estejamos atentos! Aqui vai um resumo:   (continua)


  •    Impunidade. Esse é um dos maiores traços de união entre o Brasil de ontem e o Brasil de hoje. Em 1549, o velho Tomé de Souza, ao instalar o governo geral, deu forte demonstração de sua autoridade.   (continua)


  •     Bruno Lima Rocha via blog do Noblat
       O noticiário brasileiro é uma aula de economia política. Se analisarmos o modus operandi dos líderes de oligopólios (como telecomunicações, construção civil, serviços públicos terceirizados, dentre outros), veremos conceitos...   (continua)


  •  'Esta eleição tem sido dominada por medo e raiva', diz o psicólogo Gilberto Godoy, presidente da comissão de ética do Conselho Regional de Psicologia do DF; leia entrevista completa no link abaixo. Faltando poucos dias para o segundo turno das eleições de 2018, sentimentos negativos se acumulam na vida dos eleitores – qualquer que seja a posição ideológica. A pesquisa Datafolha do último dia 2 de outubro confirmou, em números, a impressão gerada pelas redes sociais, pelas conversas de bar e até pelos já temidos "grupos da família".   (continua)
    Link do G1:
    https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2018/10/14/eleicao-tem-sido-dominada-por-medo-e-raiva-diz-psicologo-leia-entrevista.ghtml


  • "Ainda que tenhamos aprendido com Maquiavel a ver a política como ela é, não podemos não nos indignar."
       Em 1992, quando George Bush, considerado imbatível pelo sucesso na política externa, foi derrotado por Bill Clinton, que teria se mostrado mais apto a gerir uma economia estagnada, James Carville, assessor-chefe de marketing do democrata, sentenciou: “É a economia, estúpido!” A partir daí...   (continua)


  •       Por Marco Antonio L. do jornal O Dia

         Há dinheiro mas faltam projetos para as cidades. Levantamento aponta que há R$ 60 bilhões para mobilidade urbana no País até 2016, mas muitas prefeituras não têm planos consistentes, segundo especialistas.   (continua)


Copyright 2011-2020
Todos os direitos reservados

Até o momento,  1 visitas.
Desenvolvimento: Criação de Sites em Brasília