Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns minutos...

 

Jornalistas defendem escritor Theófilo Silva

Enviado por Gilberto Godoy
jornalistas-defendem-escritor-theofilo-silva

 

     Leandro Fortes da Carta Capital

     Taí um estudo de caso interessantíssimo sobre o atual jornalismo brasileiro: um artigo censurado por não ter obedecido regras básicas de apuração (?) ao comentar o que todo mundo sabia, as 200 ligações telefônicas entre Policarpo Junior, da Veja, e o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Mais curioso é o pedido de desculpas matreiro do jornalista Jorge Moreno, titular da Rádio Moreno. Raposa velha, Moreno resigna-se à censura, mortifica-se em um mea culpa teatral, mas não deixa de nomear o censor, o jornalista Ascânio Selene, diretor de redação de O Globo. 

Então, vou tentar traduzir a coisa para leigos.

1) Coluna de opinião não precisa de regras básicas de apuração, porque é justamente isso: uma opinião. Para se ter uma coluna de opinião nem é preciso ser jornalista. O problema, no caso, é que a opinião desagradou a direção do jornal e a solução encontrada para a censura foi essa versão pífia;
2) Moreno é um jornalista reconhecido e muito experiente. Sabe, portanto, o quanto vai custar à credibilidade de seu blog, e à sua própria, se submeter a esse tipo de censura. Daí ter feito questão de, como quem não quer nada, registrar o nome de quem deu a ordem.
3) Estes são tempos ruins, mas em tudo há alguma graça.


 

     Paulo Henrique Amorim do blog Conversa Afiada - Globo protege a Veja. E pede desculpas

     Na Globo, jornalista demotucano pode até estar envolvido em esquema de corrupção do calibre de Carlinhos Cachoeira, que está acima do bem e do mal, e não pode ser criticado, segundo uma nota na rádio Moreno, onde diz:

     “Independentemente da condição de respeitabilidade que usufrui no meio o jornalista Policarpo Junior, não considero correto que um blog de jornalista agrida outro jornalista”.

     Chega até a ser escárnio, ler na tela de “O Globo” que “Reza o bom jornalismo que a denúncia em si não é notícia. Só depois de apurada e ouvida as partes envolvidas”. Coisa que a Globo se lixa quando se trata de políticos que o jornal toma como inimigos políticos.

     São “dois pesos e duas medidas”, como se diz no popular.

     Centenas de denúncias levianas e estapafúrdias contra políticos que apoiam os governos Lula e Dilma, ou contra os próprios Presidentes, nunca foram censuradas nas organizações Globo, por mais absurdas e desmentidas que fossem.

     Já valeu até “reporcagens” baseadas apenas no gó-gó do ex-presidiário Rubnei Quicoli, sem qualquer apuração que sustentasse denúncias mirabolantes “como reza o bom jornalismo”.


     Já uma única ironia sobre o editor da revista Veja, Policarpo Júnior, supostamente pego com a boca na botija em 200 ligações telefônicas com Carlinhos Cachoeira, escrita pelo jornalista Theofilo Silva, no blog Rádio Moreno, foi apagada, e substituída por um pedido de desculpas à revista Veja e seu editor.

      A Globo só não consegue apagar e censurar as redes sociais. Eis o texto apagado que já caiu na rede:


     Texto original publicado no blog do Moreno que provocou toda a polêmica:


A Cachoeira do Carlinhos  -  THEÓFILO SILVA

     Corre um boato em Brasília que tem gente que “caiu na cachaça”, na cidade, que está tomando porres – de Scotch Blue Label, claro – fazendo festa, comemorando. O motivo seria a desgraça do Catão de Goiás, o implacável caçador de corruptos, senador Demóstenes Torres. Eles estariam eufóricos, porque o homem que os apontou, quando da operação Caixa de Pandora, aquela que afastou todo o governo do Distrito Federal, está provando do mesmo remédio que lhes ministrou, e é agora vítima da Operação Monte Carlo da polícia federal.

     Os exultantes farristas seriam, entre muitos outros, o ex-governador de Brasília José Roberto Arruda e sua quadrilha. Desculpem, turma, aquela mesma que perdeu os cargos públicos e passou boas semanas no Presídio da Papuda – belo nome para um presídio. Dizem que tem corrupto chorando de emoção, abraçando a família, mandando rezar missas, pagando promessas, até soltando fogos, por se sentir vingado, vendo o colega de partido, que não teve condescendência com eles, ser acusado de crimes mais graves do que o deles. “Nada como um dia atrás do outro”, estão dizendo os ex-deputados expulsos do DEM pela pronta ação de Demóstenes na executiva do Partido. Vemos que nem toda desgraça produz somente dor. A euforia das vítimas do Savonarola do Senado é uma prova de que a vingança é mesmo um prato servido frio! Em sua cruzada ética pelo país, qualquer homem público acusado pela imprensa, polícia, promotoria, tinha em Demóstenes, o senador promotor, um rápido julgamento.

     Vamos esquecer Demóstenes um pouco, e falar do seu querido amigo e professor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Shakespeare diz em uma de suas peças que: “O dinheiro é o melhor soldado, quando ele vai à frente todas as portas se abrem!”. Cachoeira seguia essa premissa, pois saiu derramando dinheiro pra tudo quanto é lado.

     Será que o apelido Cachoeira é porque ele faz o dinheiro jorrar facilmente para as mãos de seus amigos: Demóstenes, Valdomiro, Leréia e outros? O Jornal Nacional mostrou um vídeo em que Cachoeira comenta que despejou três milhões de reais nos baldes do senador. E é só o começo, a polícia federal calcula que o montante chega a cinquenta milhões de reais!

     Cachoeira conseguiu derramar seu dinheiro na Secretaria de Segurança Pública de Goiás, onde teria mais de 250 pessoas nomeadas, e outros servidores públicos trabalhando para ele, dentro da polícia federal, ministério público, poder judiciário, e por aí vai. Vários deles estão presos. Como água, que entra em todo canto, Cachoeira espalhou-se por dentro do Estado, minando as instituições públicas. Para acumular esse dinheiro, e comprar essas autoridades todas, Cachoeira explorava os jogos caça-níqueis por todo o estado de Goiás e entorno de Brasília. Para isso, contava com apoio do senador mais respeitado da República, o procurador de justiça Demóstenes Torres.

     O fato é que, a Cachoeira do Carlinhos inundou o Estado, derramando dinheiro sobre todos aqueles que facilitavam seus crimes. Sem concorrentes, controlando um negócio ilícito, de lucro fácil, o contraventor podia comprar qualquer um. Um dos outros envolvidos por Cachoeira estaria o poderoso editor da revista Veja, Policarpo Júnior, que falou com Cachoeira mais de duzentas vezes por telefone. Se você compra a imprensa e as autoridades públicas, o que mais falta para ser o dono do Estado?

     O grande problema do Cachoeira é que, numa Cachoeira quanto mais água ela jorra, mais incontrolável ela fica, então, do mesmo jeito que ela pode banhar os seres que vivem em torno dela, também pode afogá-los. De certa forma, foi isso que aconteceu com essa turma toda, a Cachoeira que os engordou, acabou por afogá-los! Tem tanta gente afogada nessa história, que ainda não deu tempo de ver os corpos! Eles vão começar a aparecer agora! Demóstenes é o primeiro deles.

     Theófilo Silva é articulista colaborador da Rádio do Moreno.

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
 

Comentários

Comente aqui este post!
Clique aqui!

 

Também recomendo

  •    Onde surgiram os jornais? E por quê? E como nós, jornalistas, ficamos tão malafamados? O crédito da inovação é geralmente concedido aos italianos de Veneza, no século XVI. O governo local decidiu publicar um jornal para manter os cidadãos a par dos...   (continua)


  •    “O sapo não pula por boniteza, mas por precisão.” (Dito popular)
       Não existe redação de jornal ou revista em que não haja jornalistas que lá chegaram porque, tendo “jeito para escrever”, em algum momento sonharam tornar-se escritores.   (continua)


  •    WK via Luis Nassif Online

       Tem no Brasil 247 um artigo de Laurez Cerqueira bem interessante sobre o que anda acontecendo com os jornalões pelo Brasil e pelo mundo. Ele comenta sobre a queda de audiência e de tiragens das diversas formas de imprensa existentes no Brasil e onde o cidadão se informa. O que me chama a atenção é que esses grandes veículos até hoje não aprenderam nadica de nada e insistem em não querer aprender, apesar de inúmeros cavalos selados passarem à sua frente. Vejamos:   (continua)


  •      O jornalismo está sendo colocado diante de um novo e pra lá de complexo dilema. Trata-se do delicado problema da gestão de reputações pessoais e institucionais na internet, uma área da comunicação pública que passou a ser considerada estratégica pelos principais organismos de segurança de nações, como os Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Inglaterra. [Estes países formam a Five Eyes Alliance (Aliança dos Cinco Olhos).    (continua)


Copyright 2011-2019
Todos os direitos reservados

Até o momento,  1 visitas.
Desenvolvimento: Criação de Sites em Brasília