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Nem a morte os separa!

Enviado por Gilberto Godoy
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   O amor é química, emoção, sentimento e, sobretudo, metafísica. Ao menos esta última deduzimos da história vital de um casal californiano, que se casou há 62 anos e cumpriu sua promessa de viver juntos até que a morte os separasse. Quando um deles respirou pela última vez depois de um longo câncer, o outro agarrou sua mão e, de forma natural, abraçou também a morte.

   Uma comovente história própria de um roteiro de Hollywood, mas na qual, uma vez mais, a realidade supera a ficção. Tanto, que enterneceu milhares de internautas que viralizaram a história.

     - "Eu já sabia que isto ia acontecer: meus avôs sempre estiveram juntos, se queriam tanto e se adoravam a tal ponto que era esperado que morressem também juntos", explicou, em uma entrevista televisiva, Melissa Sloan, a neta de Dom e Maxine Simpson. Desde que declararam-se amor mútuo sempre se apoiaram um no outro, e não foi menos em momentos de sofrimento.

   Quando Maxine teve que ser internada, devido a seu galopante câncer, Dom nem sequer teve que insistir às enfermeiras para que o deixassem permanecer a seu lado.

   - "Não podíamos separá-los", asseguram seus familiares. De modo que puseram duas camas no mesmo quarto, onde dormiam de mãos dadas.

   A doença estava muito avançada e o casal de idosos era consciente de que sua vida juntos estava chegando ao fim. Talvez por isso, Dom se dedicou durante os últimos dias a revisar álbuns de fotos e a tratar de roubar alguns sorrisos da sua esposa enquanto recordava as velhas histórias sugeridas pelas fotografias. Não era para menos.

   Quando jovens, Dom e Maxine percorreram quase todo o mundo. Sua aventura viajante prolongou-se vários anos, durante os quais trabalharam em diferentes países com o único propósito de ganhar algum dinheiro para sobreviver e pagar a viagem ao destino seguinte. O amor e aventura estava acima do dinheiro.

   Finalmente estabeleceram-se em Bakersfield, na Califórnia, depois de adotarem duas crianças estrangeiras. Ali Dom trabalhou como engenheiro, a profissão que o levou a abandonar sua cidade natal, na Dakota do Norte, e ir parar a Califórnia, onde conheceu a mulher de sua vida. Sua existência sempre esteve marcada pela simplicidade e o caráter social, pois colaboravam com numerosas associações culturais e assistenciais. A história de sua vida seria suficiente para inspirar várias novelas, mas a forma em que ambos partiram deste mundo é digna de um monumento ao amor como o Taj Mahal.

   Dentre os que presenciaram seus últimos dias, poucos foram os que não se impressionaram pelo amor incondicional que professavam mutuamente. No entanto, ninguém poderia esperar o que aconteceu quando ela morreu. Dom estava saudável, seus problemas de saúde limitavam-se aos simples achaques próprios de sua idade. Ninguém podia imaginar um desenlace assim.

   A neta, que presenciou as últimas horas de vida de seus dois avôs, diz ter sentimentos desencontrados. Por um lado não pode esconder sua tristeza, mas por outro reconhece que eram feitos um para o outro e que para seu avô a vida não faria sentido sem sua amada.

   - "Foram juntos, é uma história de amor incondicional, quando vimos no monitor que minha avó já não respirava, imaginei que isto podia acontecer", assegurou alguns dias depois com lágrimas nos olhos.

     Fonte: MDig - Metamorfose Digital

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