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Reflita ou delete - George Carlin

Enviado por Gilberto Godoy
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    George Carlin, cidadão americano que usou de sua expêriencia de vida para escrever textos ousados, com uma grande dose de irônia. O comediante, escritor e ator fez grande sucesso no mundo, por se apresentar de forma parecida ao StandUp comedy, abordando temas que muitos não tem coragem de abordar. Impressionante a capacidade de Carlin para apontar detalhes do dia-a-dia engraçados e suas observações sobre os temas abordados são fora de série. George Carlin infelizmente faleceu em 22 de junho de 2008, aos 71 anos. Mas em vida deixou inúmeros textos e fez várias apresentações.

     Um dos principais textos dele, a pedido:

     Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e oramos raramente, esquecemos até que Deus existe.

     Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.

     Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho.

     Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

     Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos. Estamos na era do ‘fast-food’ e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.

     Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas ‘mágicas’. Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa. Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar ‘delete’.

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         "A vida, Senhor Visconde, é um pisca-pisca.
         A gente nasce, isto é, começa a piscar.
         Quem pára de piscar, chegou ao fim, morreu...
    ​     (continua)


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