O Navio Negreiro - Castro Alves por Paulo Paquet Autran
Poema do "poeta dos escravos" Antonio Frederico de Castro Alves (1847-1871), declamado pelo ator Paulo Paquet Autran (1922-2007)
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Poema do "poeta dos escravos" Antonio Frederico de Castro Alves (1847-1871), declamado pelo ator Paulo Paquet Autran (1922-2007)
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"O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.
Que idéia tenho eu das cousas?
Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
(continua)
"Eu vou te contar que você não me conhece
E eu tenho que gritar isso porque você está surdo e não
Me ouve
A sedução me escravisa a você
Ao fim de tudo você permanece comigo mas prezo ao que
Eu criei...
(continua)
“É preciso estar sempre embriagado. Eis aí tudo: é a única questão. Para não sentirdes o horrível fardo do tempo que rompe os vossos ombros e vos inclina para o chão, é preciso embriagar-vos sem trégua. Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa maneira. Mas embriagai-vos... (continua)
"Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão de meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!
Não vejo nada assim enlouquecida...
(continua)
“Donde vem? onde vai? Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas não deixam traço.
Bem feliz quem ali pode nest'hora
Sentir deste painel a majestade!
(continua)
“N’algum lugar em que eu nunca estive,
Alegremente além de qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio:
No teu gesto mais frágil há coisas que me encerram
Ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto
(continua)
Essa lembrança que nos vem às vezes...
folha súbita que tomba
abrindo na memória a flor silenciosa
de mil e uma pétalas concêntricas...
Essa lembrança...mas de onde? de quem?
(continua)
“Deu-me Deus o Seu Gládio, porque eu faça
A Sua santa guerra.
Sagrou-me Seu em génio e em desgraça
As horas em que um frio vento passa...
(continua)
“Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.
(continua)
“Do fundo desta noite que me envolve,
negra como um poço fundo e escuro,
Agradeço aos deuses
pela minha alma indomável....
(continua)
"Um homem demora muito tempo a fazer-se.
Não somos como aqueles passaritos que se soltam na imensidão dos céus
Pouco tempo depois de terem visto a luz.
Trazemos em nós uma semente que demora a germinar,
Que gasta nessa tarefa muitos anos de agitação e silêncio.
(continua)
"Nem mesmo a assustadora simetria
De quando caem os sonhos,
Um a um assim cadenciados.
Nem mesmo a metafísica
Incompreensível e inaceitável
(continua)
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