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O nosso valor

Enviado por Gilberto Godoy
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     Quanto valemos? Quanto valem nossos comportamentos?
 
"Um dia um jovem rapaz desanimado com a vida e com as pessoas, procurou um filósofo para ajudá-lo e disse: 
- Venho aqui professor porque me sinto inútil, não tenho ânimo. Dizem que não sirvo para nada, que não faço tarefas bem feitas, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? 
O professor, sem olhá-lo, disse: 
- Sinto muito, meu jovem, mas não posso ajudá-lo, devo primeiro resolver o meu próprio problema. Talvez depois. 
E fazendo uma pausa falou: 
- Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e, depois, talvez possa ajudá-lo. 
- Claro professor, - gaguejou o jovem - que se sentiu mais uma vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu professor. 
O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno e deu ao jovem e disse: 
- Monte meu cavalo e vá até o mercado. Devo vender este anel porque tenho que pagar uma divida. É preciso que obtenhas no anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível. 
O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado, começou a vender o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até o momento em que o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saíam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar aquele anel. Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava os ofertas. 
Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso montou no cavalo e voltou. 
Entrou na casa e disse: 
- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir duas ou três moedas de prata, mas acho que não se possa enganar ninguém sobre o valor do anel. 
- Importante o que você disse, meu jovem, - contestou sorridente o mestre. - Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá ao joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vendê-lo e pergunte quanto le lhe dá. Mas não importa o quanto lhe ofereça, não o venda. Volte aqui com o meu anel. 
O jovem foi até o joalheiro e lhe deu a anel para examinar. O joalheiro examinou-o com uma lupa, pesou-o e disse: 
- Diga ao seu professor que, se le quiser vender agora, não posso oferecer mais do que 58 moedas de ouro pelo anel. 
O jovem surpreso exclamou: 
- 58 MOEDAS DE OURO! 
- Sim, replicou o joalheiro, - eu sei que, com tempo, poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas… se a venda é urgente…
O jovem correu emocionado de volta para contar o ocorrido. 
O professor, depois de ouvir tudo o que o jovem lhe contou, disse: 
- Você é como esse anel, meu rapaz, uma jóia valiosa e única e que só pode ser avaliada por pessoas que saibam reconhecer o valor de outras pessoas. 
E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo. 
- Todos somos como esta jóia, valiosos e especiais e andamos pelo mercado da vida sendo avaliados por pessoas erradas que nos fazem perder a confiança e a crença em nossos próprios talentos." 

Autor desconhecido

Comentários

  • por: ROSILDA ALVES DE OLIVEIRA em terça-feira, 2 de agosto de 2011
    Lindo texto! É mesmo assim, e enquanto não nos dermos conta da nossa raridade, bateremos de porta em porta para que os outros nos digam o quanto somos especiais. Nos tornaremos mendigos da aprovação e aceitação dos outros.
  • por: Marilene lopes em sexta-feira, 26 de agosto de 2011
    Sensacional este texto!

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