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A Língua das Mariposas: encantamentos da educação para a vida

Enviado por Gilberto Godoy
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   A Língua das Mariposas é um filme espanhol de 1999, do gênero drama, dirigido por José Luis Cuerda.

   O garoto Moncho (Manuel Lozano) tinha muito medo dos professores da escola. Ele era uma criança com 7 anos, quando viveu um período de pequenas e importantes descobertas na escola, e na vida. Moncho tinha medo de ir à escola, porque ficou sabendo que os professores batem nas crianças; se preparou para o maior desafio de sua vida, a apenas algumas horas de seu primeiro dia de aula.

   Alertado por alguns meninos, ele acredita que o professor poderá castigá-lo ao menor erro. Moncho pensa, inclusive, em fugir para a América, como alternativa a escola.

   Mas quando seu novo professor começa a dar aulas ao garoto em sua casa, o menino tem uma oportunidade de conhecer melhor seu professor ficando fascinado por seu caráter, e por sua sabedoria.

   Seu professor, Don Gregório (Fernando Fernán Gómez), um senhor próximo da aposentadoria, jamais agiu agressivamente com seus alunos. Pessoa de fala calma, de grande tranqüilidade e de postura elegante, apesar de toda a simplicidade, o professor garante sua credibilidade perante seus alunos a partir do conhecimento que possui e da calma com que resolve os pequenos problemas do cotidiano.

   Moncho se apaixona pela escola e passa a se dedicar com grande vontade às tarefas e atividades propostas por Don Gregório. Encanta-se com as histórias contadas pelo velho mestre e se anima ainda mais quando algumas aulas são dadas ao ar livre. Paralelamente à suas realizações escolares, o menino acompanha os acontecimentos da vida cotidiana da pacata cidade onde vive.

   Descobre o amor e se envolve num emaranhado de relações políticas e sociais, mesmo não entendendo exatamente o significado desses acontecimentos, numa época em que a Espanha ferve às vésperas de sua guerra civil.

   As turbulentas transformações pelas quais passava o país colocam o velho e honrado professor em situação delicada devido a seus posicionamentos políticos.

   O final, meio que cifrado, enigmático, deixa aberta uma porta de esperança; Moncho estaria querendo passar um recado secreto ao seu velho mestre, mostrando que ele se lembraria para sempre das velhas lições, ou ele estaria simplesmente dizendo que tudo o que foi aprendido poderia se voltar contra o próprio professor?

   Se aquelas lágrimas seriam de ódio ou tristeza, isso fica por parte da interpretação de cada um.

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