Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns minutos...

 

Pintura: A Casa do Enforcado - Paul Cézanne

Enviado por Gilberto Godoy
pintura--a-casa-do-enforcado---paul-cezanne

     Paul Cézanne nasceu em 19 de janeiro de 1839, no sul da França, na Provença, região procurada por muitos pintores e artistas pela luminosidade esplêndida e suave que fez e faz a delícia de quem por lá anda.

     Sua cidade natal é a bela Aix-en-Provence, cuja natureza certamente influenciou seu bom gosto. Como uma das maiores figuras dos movimentos Impressionista e Pós-impressionista, Cézanne exerceu enorme influência na Arte Moderna.

    No caso de Cézanne, fica tudo mais melancólico, já que a França, vejam bem, a tão decantada Douce France, ainda não ergueu um Museu Paul Cézanne.

     Existe um Atelier Cézanne na casa onde ele viveu, em Aix. Os que amam o pintor sabem que ali ele criou muitas de suas mais belas telas: as naturezas-mortas que pintava sem cansar de estudar as cores e os efeitos da luz sobre os objetos; alguns dos magníficos retratos que fez; a emoção que lhe despertava a beleza da paisagem provençal.

     A Provença foi sempre sua inesgotável fonte de inspiração e de ânimo na luta para conseguir dominar a arte que queria exercer em toda sua plenitude. Outros artistas pintaram essa região, mas foi Cézanne quem a transformou num lugar essencialmente dele.

     O quadro que mostramos hoje é “A Casa do Enforcado” (La Maison du Pendu), de 1873. Tendo passado uma temporada em Paris, ele assimilara dos Impressionistas o uso da cor e da luz, mas suas pinceladas oblíquas e a espátula vigorosa já demonstram sua originalidade, assim como o modo de preencher a tela com volumes e planos que interagem, o que viria a ser uma característica de sua obra. Esse foi o primeiro quadro que Cézanne vendeu para um colecionador.

      Acervo Musée d’Orsay, Paris 
      Fonte: fabrice-midal.org

Comentários

Comente aqui este post!
Clique aqui!

 

Também recomendo

  •    O Gato de Botas, um dos mais interessantes dos Contos de Perrault, mereceu uma deliciosa gravura de Doré. A cara do gato conta logo quem é esse grande finório, cheio de truques, inventivo, e que muito ajuda seu amo, o filho do moleiro que graças ao...   (continua)


  •    Bobbie vive a vida ao máximo. Ela vê o positivo em cada situação e aprende com isso. A força interior, profundidade e inteligência de Bobbie se refletem em suas esculturas de bronze. Ela estudou em muitos dos notáveis ​​artistas de hoje e toma influência de Leonardo Bistolfi, Solon e ...   (continua)


  •      Edward Hopper, o mais conhecido pintor realista americano, disse uma vez: “O homem é sua obra. Do nada nunca sai coisa alguma”. Essas palavras dão uma pista sobre um artista que era não somente muito cioso de sua intimidade, mas que fez da solidão e da introspecção temas de seus quadros. (Abaixo, à esquerda, auto-retrato, óleo sobre tela, 1925/30).   (continua)


  •     O jornal mexicano “El Universal” listou as dez obras de arte que considera como “as mais polêmicas da história”. Como quaisquer listas, sempre restritivas, a do veículo da terra do poeta Octavio Paz é questionável, mas pelo menos alguns dos quadros são mesmo controvertidos, provocam polêmicas e geram dezenas de livros e documentários, como é o caso das pinturas do italiano Leonardo Da Vinci, talvez o maior gênio da história da arte. Ou seria Michelangelo?   (continua)


  •    O Homem Vitruviano de Leonardo da Vinci é um desenho famoso que acompanhava as notas feitas pelo artista por volta do ano 1490 num dos seus diários. Descreve uma figura masculina nua separada e simultaneamente em duas posições sobrepostas...   (continua)


  •    Esse é, sem dúvida, o retrato mais famoso em todo o mundo. A pessoa pode até não saber quem é a retratada, mas é difícil encontrar quem nunca a tenha visto em jornal, revista, anúncio, TV ou cinema. Muito já se escreveu sobre ela: são inúmeras as teorias. A fonte mais fidedigna é Vasari que no já citado “Vidas” descreve a ...   (continua)


  •    O Cirque du Soleil ("Circo do Sol", em francês), companhia circense com base em Montreal, Quebec, Canadá, foi criada pela entusiasta das artes circenses, Madame Alice Canton. Foi fundado em Quebec em 1984 por dois ex-artistas de rua, Guy Laliberté e Daniel Gauthier, em resposta a um apelo feito pelo...   (continua)


  •    Uma das primeiras regras de museus, que abrigam grandes obras de arte é 'Você pode olhar, mas você não pode tocar". Mas e a comunidade de cegos e deficientes visuais que usam seu sentido do tato para experimentar o mundo? O projeto "Unseen Art" ("Arte Invisível"), uma iniciativa, criada pelo...   (continua)


Copyright 2011-2020
Todos os direitos reservados

Até o momento,  1 visitas.
Desenvolvimento: Criação de Sites em Brasília