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Ponto de Mutação

Enviado por Gilberto Godoy
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     Baseado no livro O Ponto de Mutação, do físico austríaco Fritjof Capra, o filme deixa tantos caminhos para discussão, ao seu término, que escolher sobre que aspecto tratar acaba se tornando uma tarefa difícil. Porém, o lado científico de Ponto de Mutação é uma das coisas mais belas já mostradas em trabalhos do gênero e de maneira alguma deve ser descartada por aqueles que, por ventura, decidirem se aventurar na filosofia, psicologia e ciências em geral.

     O filme aborda um dialogo de três pessoas que embora tenham estilos de vida e pensamentos diferentes, são abertas a novas idéias. O dialogo dos personagens acontece em um castelo medieval na França.

     Essas pessoas são americanas e fazem partes de núcleos sociais diferentes. O primeiro ator é um senador e ex candidato a presidência da republica (político). Ele se sente desmotivado com a política, argumentado não ter discurso próprio, tendo que repetir os discursos que seus acessores escrevem ou dizer o que as pessoas querem ouvir. O segundo ator é um professor de literatura e escritor (poeta) que se sente na crise de meia idade. Ele veio para a França para fugir da competitividade das grandes cidades. A terceira é uma cientista especialista em Física que vive uma crise existencial ao ver a intenção do uso militar em sua pesquisa.

     O político frustrado com a visão de política dos EUA, liga para o amigo (poeta) que mora na França e seu amigo acaba oferecendo uma estadia para ele, a fim de fazê-lo esquecer um pouco da sua rotina. Ao chegar à França os dois amigos vão visitar um castelo medieval. Lá eles encontram a cientista em uma sala onde se encontra um imenso relógio antigo, que se torna o ponto inicial de toda discussão.

     A cientista é convidada a entrar na conversa que o poeta e o político estão tendo sobre o relógio. Logo que ela entra na conversa ela faz uma dura critica sobre a maneira cartesiana em que os políticos de modo geral vêem a natureza. Ela afirma que os políticos descrevem a natureza assim como Descartes descrevia, como um relógio onde é possível reduzir ao monte de peças onde analisado cada parte é possível entender o todo. Ela crítica dizendo que essa idéia é antiga e ultrapassada e que devemos mudar essa visão de mundo. O mundo tem que ser visto como um todo através das relações existentes entre cada objeto que compõem a natureza e que fazemos parte dessas relações. A cientista afirma que se devem abrir os horizontes para modelos sistêmicos, escapando do conforto dos processos, onde temos o controle, mas muitas vezes não a compreensão.

     Não se pode olhar separado os problemas globais tentando entendê-los e resolve-los separadamente. Devem-se entender as conexões para depois resolver os problemas. Com isso se consegue pensar em um mundo com crescimento sustentável com melhores condições para todos.O político discute e até aceita algumas idéias da cientista, mas a grande questão que ele aponta é: como concretizar essas idéias na política, como fazer com que as pessoas (os eleitores) consigam entender. A resposta da cientista é simples: Mudando nossa maneira de ver o mundo.Nessa resposta se consegue percebe a transversalidade da educação ambiental e a importância de ser discutido em redes de ensino interdisciplinarmente, sendo trabalhada como uma grande teia ligadas a diferentes disciplinas, a fim de analisar um fenômeno.

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