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  •      Shakespeare nos diz em Tímon de Atenas, que “Nenhum homem vai para o túmulo sem levar no corpo a marca de um pontapé dado por um amigo”. Se os amigos nos dão pontapés, o que não podem fazer outras pessoas? Já levei tantos pontapés na vida que perdi a conta. Portanto, quando fui impedido de emitir minha opinião, como vinha fazendo semanalmente, há cinco anos no Site do Jornal O Globo, Blog do Moreno, não me assustei, encarei como mais um chute, desses que a vida nos dá de vez em quando.   (continua)

  • Alcançar o amor talvez exija mais renúncia do que alegria e felicidade.
    Nem sei se a felicidade pessoal é compatível com o amor.
    Por que ligar felicidade ao amor?
    O amor é sério demais para almejar a felicidade.
    A felicidade está sempre ligada a alguma forma de inconseqüência.
    A paixão sim faz a gente feliz. Só transar? Melhor ainda.
    Assim como é preciso alguma crueldade para viver, assim como há sempre alguma agressão embrulhada em qualquer vitória, também a felicidade precisa de alguma inconseqüência..
    (continua)

  •      "Há um tipo de choro bom e há outro ruim. O ruim é aquele em que as lágrimas correm sem parar e, no entanto, não dão alívio. Só esgotam e exaurem. Uma amiga perguntou-me, então, se não seria esse choro como o de uma criança com a angústia da fome. Era. Quando se está perto desse tipo de choro, é melhor procurar conter-se: não vai adiantar. É melhor tentar fazer-se de forte, e enfrentar. É difícil, mas ainda menos do que ir-se tornando exangue a ponto de empalidecer.   (continua)

  •       Blog de Ricardo Kotscho

         Ao contrário do nosso sábio Ruy Castro, pouco entendo de cinema e tenho péssima memória para lembrar dos filmes e atores que vi nas telas, mas gosto muito de falar de histórias de vida.
         Por isso me deu vontade de escrever hoje sobre o ator e diretor Clint Eastwood (não me lembro dos filmes dele a que já assisti). "Você precisa ler esta entrevista", foi logo me dizendo minha mulher assim que cheguei à casa do Toque Toque Pequeno para encontrar a família.   (continua)

  •       Ainda bem que o tempo passa! Já imaginou o desespero que tomaria conta de nós se tivéssemos que suportar uma segunda-feira eterna? A beleza de cada dia só existe porque não é duradoura. Tudo o que é belo não pode ser aprisionado, porque aprisionar a beleza é uma forma de desintegrar a sua essência. Dizem que havia uma menina que se maravilhava todas as manhãs com a presença de um pássaro encantado. Ele pousava em sua janela e a presenteava com um canto que não durava mais que cinco minutos.   (continua)

  •       Saiu mais uma biografia de Shakespeare, ela vem juntar-se as milhares de obras, livros e teses escritas sobre ele e seu teatro, todos os anos, em praticamente todos os idiomas e lugares da terra onde se lê e escreve. Não sabemos precisar quantas biografias de Shakespeare já foram escritas, tantos são os que se dedicam a especular sobre como foi a vida do maior dos dramaturgos.   (continua)

  •      Sou de uma época em que ainda se escrevia cartas, um tempo não muito distante que acabou no início dos anos 90 com a chegada do computador pessoal. A Internet matou a carta escrita à mão. É o “progresso natural”, no entanto, diria Drummond, “Mas, como dói”. Tenho quase um milheiro de cartas guardadas em casa, testemunhas das experiências que vivenciei com familiares e amigos ao longo da vida.   (continua)

  •       Em uma linda cidade, onde o céu era de um azul intenso, as árvores retorcidas e o capim amarronzado, vivia uma linda menina de cachinhos, com olhos grandes e bem expressivos, - seu nome era Estrela. Ela gostava de ficar com o pai na sua casinha ouvindo histórias, gostava de ir ao clube e adorava comer morangos. Comer morangos era sempre uma comemoração, um sinal de que tudo estava bem.   (continua)

  •       "Quando Narciso morreu, vieram as Oréiades – deusas do bosque – e viram o lago transformado, de um lago de água doce, num cântaro de lágrimas salgadas. - Porque você chora? – perguntaram as Oréiades. - Choro por Narciso – disse o lago.    (continua)

     

  •       Eles estavam sentados juntos e ele a olhava com uma expressão de suave tolerância a mesma que costumava manter diante das crises nervosas dela, crises de egoísmo, de autocensura, de pânico. A todos seus dramáticos comportamentos ele respondia com inabalável bom humor e paciência. Ela sempre se enfurecia sozinha irritava-se sozinha, suportava sozinha suas intensas convulsões emocionais, as quais ele nunca participara…   (continua)

  •      Liane Alves

         Numa entrevista recente, a atriz Isis Valverde desabafou: "Tenho um buraco enorme dentro de mim, uma falta que não consigo explicar ou preencher, e que está sempre presente em tudo o que faço". Como um pano de fundo, esse sentimento a acompanha em suas conquistas, projetos, relacionamentos. Às vezes fica encoberto, mas se há um pouco de silêncio interior, ele pode se manifestar claramente. E isso não acontece só com ela. O que Isis descreveu tão bem é algo que habita o coração de todos.

         (Ver Post Completo)

  •  Tempos difíceis para os doentes, aqueles do século XVII em que Shakespeare viveu. Trago um exemplo da peça Ricardo II que nos dá um quadro bem diferente dos dias de hoje. Velho e doente, João de Gante, outrora poderoso duque, lamenta o banimento de seu filho pelo Rei Ricardo II, fato que contribuirá para apressar seus dias. Ricardo responde: “ora, meu tio, tendes muitos ainda por viver”. A resposta de Gant é pronta e sábia: “Mas não podeis alongá-los, rei, nem um só minuto. Podeis encurtar meus dias e retirar minhas noites; mas não vos é dado conceder-me um amanhã”.

  •      Ainda que todos saibamos o que é o método Braille de leitura criado por Louis Braille em 1830, poucos sabemos como ele funciona. Confesso que nunca tinha me interessado pelo assunto até um amigo se acidentar e perder a visão. Ele, em poucas semanas, aprendeu a ler pelo novo método. A explicação é que quando a gente perde um dos sentidos, os outros afloram. Eu tentei algumas vezes, mas lógico que não aprendi nada.

  • Jean-Jacques Rousseau, in 'Os Devaneios do Caminhante Solitário'.

    Por entre as vicissitudes de uma longa vida, reparei que as épocas das mais doces delícias e dos prazeres mais vivos não são aqueles cuja lembrança mais me atrai e mais me toca. Esses curtos momentos de delíriro e paixão, por mais vivos que possam ter sido, não são, no entanto, e até pela sua própria intensidade, senão pontos bem afastados uns dos outros na linha da minha vida. Foram demasiados raros e demasiado rápidos para constituírem um estado, e a felicidade de que o meu coração sente saudades não é constituída por instantes fugidios, é antes um estado simples e permanente que em si mesmo não tem vivacidade, mas cuja duração aumenta o seu encanto ao ponto de nele encontrar finalmente a felicidade suprema.

  • O que é o amor?

    Numa sala de aula havia várias crianças. Quando uma delas perguntou à professora :
    - " Professora, o que é o amor?"
    A professora sentiu que a criança merecia uma resposta à altura da pergunta inteligente que fizera. Como já estava na hora do recreio, pediu para que cada aluno desse uma volta pelo pátio da escola e que trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento de amor.
    As crianças saíram apressadas e, ao voltarem, a professora disse :
    - "Quero que cada um mostre o que trouxe consigo".
    A primeira criança disse :
    - "Eu trouxe esta flor, não é linda?"
    A segunda criança falou :
    - "Eu trouxe esta borboleta. Veja o colorido de suas asas, vou colocá-la em minha coleção".

  • É cada absurdo que se diz por aí que só vendo. Pesquisa que se fundamentam em achados não tem relação com uma metodologia de pesquisa séria e científica. É preciso ficar atento pois nem tudo o que se chama de pesquisa é verdadeiro e pode ter cheiro de verdade. Vejam isto.
     
    Por luciano guimarães, Da Folha.com
     
    Pessoas com nomes que começam do "d" vivem menos.Pessoas com nomes que começam do "d" vivem menos.
     
    Se o seu nome começa com a letra "d", tome cuidado.
     
    Você tem grandes chances de morrer antes de seus amigos cujos nomes começam com letras de "e" a "z".
     
    Pelo menos, é isso o que aponta um estudo publicado na "Death Studies".
  • Luis Fernando Veríssimo

    Sei tão pouco do motor de um carro quanto sei da alma humana. Olho o que tem debaixo do capô como se olhasse um abismo sem fundo e só peço do motor do meu carro que funcione, sem precisar entrar na sua intimidade.

    Conheço algumas partes do motor de ouvir falar, claro, como o radiador e a bateria, e simpatizo com o virabrequim apesar de não ter a menor ideia do que seja. Mas o virabrequim é o limite do meu envolvimento com o abismo. Não sei o que é o platinado, por exemplo. E me surpreendo com o número de vezes em que o platinado é citado quando busco ajuda profissional para um motor com defeito.

    Muitas vezes a opinião do mecânico precede um exame do motor.

    — Talvez seja o platinado...

  • Eliane Brum, ÉPOCA

    Em uma noite, a inglesa Naomi Jacobs foi dormir com 32 anos. Na manhã seguinte, acordou com 15. Naomi tinha perdido 17 anos de memória em um caso raríssimo de amnésia. Quando despertou, pronta para encontrar as amigas e paquerar os meninos na escola, descobriu que tudo havia mudado. Horrorizou-se com o fato de ainda morar em Manchester, ter se tornado psicóloga e ser a mãe solteira de um filho de 11 anos que não reconhecia. Não tinha familiaridade com celular nem internet, não sabia que o mundo mudara depois do 11 de setembro. Acordou pensando estar no século XX e deparou-se com o século XXI. Despertou pensando que era jovem e tinha todas as possibilidades diante dela. E descobriu que a juventude tinha passado. Em suas palavras:

  • Texto bom para ler num domingo tranquilo em casa.

    Sérgio Augusto - O Estado de S.Paulo

    Por que o prazer da lentidão desapareceu?, pergunta-se Milan Kundera na abertura de sua primeira narrativa escrita diretamente em francês, et pour cause intitulada A Lentidão, que a Companhia das Letras acaba de reeditar. Perdeu-se o hábito de curtir a lentidão neste mundo cada vez mais movido pela pressa e pelo pragmatismo, lamenta o escritor checo, saudoso dos flâneurs de antanho, dos "heróis preguiçosos das canções populares" e dos "românticos vagabundos que dormiam sob as estrelas", criaturas da ociosidade quando esta ainda não era vista, única e exclusivamente, como sinônimo de desocupação estéril e parasitária.

    Peguei para ler o livrinho de Kundera no embalo de um ciclo de palestras sobre o mais potente combustível da ociosidade: a preguiça. Magnífico tema, na contramão das rotineiras sociologorreias sobre o seu oposto, o trabalho, e também do falso bom senso moral, econômico e religioso que a condenaram como mero vício, ofensa a Deus e entrave ao progresso, pois todos os 23 palestrantes não irão apenas indultar a preguiça (do latim pigritia, cuja raiz é piger, lento), mas sobretudo exaltá-la, valorizando a figura dos ociosos espiritualmente produtivos. Ficar à toa é uma arte. O ciclo, que começa no próximo dia 11, faz parte da série Mutações, criada e orientada pelo professor Adauto Novaes.

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