Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns minutos...

 
Filtro:
texto [x]
  •      É por intermédio de Hamlet, o príncipe filósofo, que Shakespeare diz o que pensa de nós: “Que obra-prima é o homem! Como é nobre pela razão. Como é infinito em faculdades. Em forma e movimentos, como é expressivo e maravilhoso. Nas ações, como se parece como um anjo. Na inteligência, como se parece com um deus. A maravilha do mundo. Protótipo dos animais!” Nenhuma outra realização humana expressa com tanta força e exatidão esse pensamento do que as Olimpíadas.   (continua)

  •      Ver Kenneth Brannagh declamando Shakespeare na abertura da Olímpíada de Londres foi uma grata surpresa e grande alegria. O tema da cerimônia foi inspirado na peça, A Tempestade, uma das últimas escritas pelo Bardo de Stratford. É lá que está a frase “Essa ilha é cheia de barulhos”, que foi gravada no sino de vinte e seis toneladas que deu início ao evento.
         A Tempestade se passa numa ilha imaginária. Nessa peça, Shakespeare se livrou de todas as peias do mundo real, deixando sua imaginação agir sem amarra alguma. Daí o porquê da escolha desse tema shakespeariano, pelos organizadores dos jogos: um lugar onde os sonhos são possíveis de serem realizados.   (continua)

  •      O massacre de Denver, nos Estados Unidos da América, é estúpido, cruel, mas, ao mesmo tempo, compreensível, e nos perguntamos por que os americanos podem ficar surpresos com essa barbárie? As lágrimas do presidente americano pelas vítimas do massacre é uma hipocrisia. O que aconteceu lá é produto de um fenômeno de dissociação de um grupo que não sabe mais o que é realidade e o que é ficção.   (continua)

  •      Um congresso processar e julgar um presidente da República e afastá-lo do cargo por Impeachment em apenas dois dias, isso sem mexer uma vírgula na Constituição, é algo impensável e inaceitável em qualquer nação que queira ser chamada de Democracia. Menos no Paraguai, onde ocorreu o fato! Só mesmo quem não conhece nada de história pode se assustar com o que aconteceu no vizinho e mal-afamado país sul americano!
         O Paraguai esperou 182 anos, após sua independência em 1811, para ter o primeiro presidente eleito pelo voto, fato que veio a acontecer em 1993, com a eleição de Juan Carlos Wasmosy. Até então o país vinha sendo governado por uma sucessão de tiranos e por um único Partido, o Colorado. O último ditador, Alfredo Stroessner, filho de alemães, simpatizante e acolhedor de nazistas, governou o país por 34 anos.  (continua)


  •      As duas estrelas que estão sob os mais intensos holofotes da Imprensa no momento, não são atores, cantoras, políticos, ou artistas em geral, mas dois profissionais sem nenhum talento para superstar. Trata-se dos advogados criminalistas Márcio Thomaz Bastos e “Kakay” Almeida Castro. Nenhum dos dois é atraente. O segundo tem cara de cientista louco dos filmes de Hollywood, e Bastos parece um vovô aposentado.   (continua)

  •      Shakespeare nos diz em Tímon de Atenas, que “Nenhum homem vai para o túmulo sem levar no corpo a marca de um pontapé dado por um amigo”. Se os amigos nos dão pontapés, o que não podem fazer outras pessoas? Já levei tantos pontapés na vida que perdi a conta. Portanto, quando fui impedido de emitir minha opinião, como vinha fazendo semanalmente, há cinco anos no Site do Jornal O Globo, Blog do Moreno, não me assustei, encarei como mais um chute, desses que a vida nos dá de vez em quando.   (continua)

  • Alcançar o amor talvez exija mais renúncia do que alegria e felicidade.
    Nem sei se a felicidade pessoal é compatível com o amor.
    Por que ligar felicidade ao amor?
    O amor é sério demais para almejar a felicidade.
    A felicidade está sempre ligada a alguma forma de inconseqüência.
    A paixão sim faz a gente feliz. Só transar? Melhor ainda.
    Assim como é preciso alguma crueldade para viver, assim como há sempre alguma agressão embrulhada em qualquer vitória, também a felicidade precisa de alguma inconseqüência..
    (continua)

  •      "Há um tipo de choro bom e há outro ruim. O ruim é aquele em que as lágrimas correm sem parar e, no entanto, não dão alívio. Só esgotam e exaurem. Uma amiga perguntou-me, então, se não seria esse choro como o de uma criança com a angústia da fome. Era. Quando se está perto desse tipo de choro, é melhor procurar conter-se: não vai adiantar. É melhor tentar fazer-se de forte, e enfrentar. É difícil, mas ainda menos do que ir-se tornando exangue a ponto de empalidecer.   (continua)

  •       Blog de Ricardo Kotscho

         Ao contrário do nosso sábio Ruy Castro, pouco entendo de cinema e tenho péssima memória para lembrar dos filmes e atores que vi nas telas, mas gosto muito de falar de histórias de vida.
         Por isso me deu vontade de escrever hoje sobre o ator e diretor Clint Eastwood (não me lembro dos filmes dele a que já assisti). "Você precisa ler esta entrevista", foi logo me dizendo minha mulher assim que cheguei à casa do Toque Toque Pequeno para encontrar a família.   (continua)

  •       Ainda bem que o tempo passa! Já imaginou o desespero que tomaria conta de nós se tivéssemos que suportar uma segunda-feira eterna? A beleza de cada dia só existe porque não é duradoura. Tudo o que é belo não pode ser aprisionado, porque aprisionar a beleza é uma forma de desintegrar a sua essência. Dizem que havia uma menina que se maravilhava todas as manhãs com a presença de um pássaro encantado. Ele pousava em sua janela e a presenteava com um canto que não durava mais que cinco minutos.   (continua)

  •       Saiu mais uma biografia de Shakespeare, ela vem juntar-se as milhares de obras, livros e teses escritas sobre ele e seu teatro, todos os anos, em praticamente todos os idiomas e lugares da terra onde se lê e escreve. Não sabemos precisar quantas biografias de Shakespeare já foram escritas, tantos são os que se dedicam a especular sobre como foi a vida do maior dos dramaturgos.   (continua)

  •      Sou de uma época em que ainda se escrevia cartas, um tempo não muito distante que acabou no início dos anos 90 com a chegada do computador pessoal. A Internet matou a carta escrita à mão. É o “progresso natural”, no entanto, diria Drummond, “Mas, como dói”. Tenho quase um milheiro de cartas guardadas em casa, testemunhas das experiências que vivenciei com familiares e amigos ao longo da vida.   (continua)

  •       Em uma linda cidade, onde o céu era de um azul intenso, as árvores retorcidas e o capim amarronzado, vivia uma linda menina de cachinhos, com olhos grandes e bem expressivos, - seu nome era Estrela. Ela gostava de ficar com o pai na sua casinha ouvindo histórias, gostava de ir ao clube e adorava comer morangos. Comer morangos era sempre uma comemoração, um sinal de que tudo estava bem.   (continua)

  •       "Quando Narciso morreu, vieram as Oréiades – deusas do bosque – e viram o lago transformado, de um lago de água doce, num cântaro de lágrimas salgadas. - Porque você chora? – perguntaram as Oréiades. - Choro por Narciso – disse o lago.    (continua)

     

  •       Eles estavam sentados juntos e ele a olhava com uma expressão de suave tolerância a mesma que costumava manter diante das crises nervosas dela, crises de egoísmo, de autocensura, de pânico. A todos seus dramáticos comportamentos ele respondia com inabalável bom humor e paciência. Ela sempre se enfurecia sozinha irritava-se sozinha, suportava sozinha suas intensas convulsões emocionais, as quais ele nunca participara…   (continua)

  •      Liane Alves

         Numa entrevista recente, a atriz Isis Valverde desabafou: "Tenho um buraco enorme dentro de mim, uma falta que não consigo explicar ou preencher, e que está sempre presente em tudo o que faço". Como um pano de fundo, esse sentimento a acompanha em suas conquistas, projetos, relacionamentos. Às vezes fica encoberto, mas se há um pouco de silêncio interior, ele pode se manifestar claramente. E isso não acontece só com ela. O que Isis descreveu tão bem é algo que habita o coração de todos.

         (Ver Post Completo)

  •  Tempos difíceis para os doentes, aqueles do século XVII em que Shakespeare viveu. Trago um exemplo da peça Ricardo II que nos dá um quadro bem diferente dos dias de hoje. Velho e doente, João de Gante, outrora poderoso duque, lamenta o banimento de seu filho pelo Rei Ricardo II, fato que contribuirá para apressar seus dias. Ricardo responde: “ora, meu tio, tendes muitos ainda por viver”. A resposta de Gant é pronta e sábia: “Mas não podeis alongá-los, rei, nem um só minuto. Podeis encurtar meus dias e retirar minhas noites; mas não vos é dado conceder-me um amanhã”.

  •      Ainda que todos saibamos o que é o método Braille de leitura criado por Louis Braille em 1830, poucos sabemos como ele funciona. Confesso que nunca tinha me interessado pelo assunto até um amigo se acidentar e perder a visão. Ele, em poucas semanas, aprendeu a ler pelo novo método. A explicação é que quando a gente perde um dos sentidos, os outros afloram. Eu tentei algumas vezes, mas lógico que não aprendi nada.

  • Jean-Jacques Rousseau, in 'Os Devaneios do Caminhante Solitário'.

    Por entre as vicissitudes de uma longa vida, reparei que as épocas das mais doces delícias e dos prazeres mais vivos não são aqueles cuja lembrança mais me atrai e mais me toca. Esses curtos momentos de delíriro e paixão, por mais vivos que possam ter sido, não são, no entanto, e até pela sua própria intensidade, senão pontos bem afastados uns dos outros na linha da minha vida. Foram demasiados raros e demasiado rápidos para constituírem um estado, e a felicidade de que o meu coração sente saudades não é constituída por instantes fugidios, é antes um estado simples e permanente que em si mesmo não tem vivacidade, mas cuja duração aumenta o seu encanto ao ponto de nele encontrar finalmente a felicidade suprema.

  • O que é o amor?

    Numa sala de aula havia várias crianças. Quando uma delas perguntou à professora :
    - " Professora, o que é o amor?"
    A professora sentiu que a criança merecia uma resposta à altura da pergunta inteligente que fizera. Como já estava na hora do recreio, pediu para que cada aluno desse uma volta pelo pátio da escola e que trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento de amor.
    As crianças saíram apressadas e, ao voltarem, a professora disse :
    - "Quero que cada um mostre o que trouxe consigo".
    A primeira criança disse :
    - "Eu trouxe esta flor, não é linda?"
    A segunda criança falou :
    - "Eu trouxe esta borboleta. Veja o colorido de suas asas, vou colocá-la em minha coleção".

Copyright 2011-2020
Todos os direitos reservados

Até o momento,  17734184 visitas.
Desenvolvimento: Criação de Sites em Brasília