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Um estudo sobre 'ser deletado' no Facebook

Enviado por Gilberto Godoy
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      Do ScienceDaily

     Se você acha que é mais fácil negar um pedido de amizade online do que evitar uma pessoa cara-a-cara, você não está sendo tão “misericordiosa” assim: esse tipo de exclusão dói tanto quanto o outro. Segundo um novo estudo, pessoas que são excluídas por outras online, como nas redes sociais como o Facebook, podem sentir-se tão mal como se tivessem sido excluídas em uma interação normal, cara a cara.

     “O Facebook, com seus cerca de 800 milhões de usuários, serve como um lugar para forjar ligações sociais. No entanto, é muitas vezes uma maneira de excluir terceiros, sem o constrangimento de uma interação cara-a-cara. Porém, ser ignorado ou rejeitado por meio de uma fonte remota como a internet faz tão mal quanto ser rejeitado em pessoa; as pessoas podem experimentar reações psicológicas semelhantes à exclusão na vida real”, disse um dos autores do estudo, Joshua Smyth, professor de saúde biocomportamental e de medicina, que conduziu experimentos com Kelly Filipkowski, professora de psicologia.

     No primeiro estudo, a equipe pediu que mais de 275 estudantes universitários dissessem como se sentiriam em um cenário de exclusão hipotético, no qual eles seriam ignorados durante uma conversa.

     Os participantes responderam que achavam que se sentiriam um pouco angustiados e que sua autoestima cairia, independentemente da rejeição ocorrer em uma sala de chat online ou pessoalmente. No entanto, eles esperavam que a exclusão pessoalmente os fizesse sentir-se pior.

     No segundo estudo, os pesquisadores configuraram dois cenários em que 77 estudantes universitários (sem saber do que se tratava a pesquisa) foram ignorados durante uma encenação de conversa. Metade dos participantes foi excluída em pessoa, enquanto a outra metade foi excluída online.

     Os alunos achavam que estavam participando de uma interação com outros dois alunos para discutir a formação de impressões em ambientes informais. Eles precisavam, depois da conversa, fornecer aos pesquisadores suas impressões sobre si e sobre os outros.

     A equipe descobriu que os participantes de ambos os cenários responderam de forma semelhante ao ato de ser excluído. “Ao contrário de nossa expectativa, e da expectativa que os próprios alunos tinham antecipado, a resposta dos alunos a rejeição não foi primariamente caracterizada por angústia, mas sim por entorpecimento e distanciamento ou retirada”, disse Smyth.

     “O que achei interessante é que a grande maioria dos participantes atribuiu sua exclusão aos outros indivíduos na sala. Em outras palavras, as pessoas queriam dizer que não era culpa delas, e sim dos outros. Isso pode ser um mecanismo de proteção para o humor e a autoestima”, disse Filipkowski.

     Outra conclusão do estudo é que nossa cultura pode não diferenciar as interações pessoais e online tanto quanto nós pensávamos.

     Mas isso pode ser positivo também. Interações online expressivas significam que o indivíduo pode melhorar seu bem estar físico e psicológico tendo mais acesso a oportunidades e relações no meio da internet.

     No entanto, os pesquisadores advertem que estes resultados podem estar relacionados com os tipos de indivíduos que participaram de seu estudo. “As pesquisas foram realizadas com estudantes universitários que cresceram com a internet e tecnologias relacionadas”, disse Filipkowski. “Os resultados podem não se aplicar a pessoas que têm menos experiência com a tecnologia e comunicação remota”.

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