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  •      Há dois dias venho tentando escrever meu artigo semanal – como sempre, indignado – mas não conseguia terminá-lo, em virtude da velocidade das mudanças que estão ocorrendo no Brasil no momento, e que deixava o texto, de antemão, envelhecido. É que, graças ao povo, a pressão das ruas e das redes, as manifestações estão surtindo efeito, e o governo federal, juntamente com o STF...   (continua)

  •      A atriz Angelina Jolie, filha de John Voight, que forma com Brad Pitt o casal hollywoodiano “mais belo do mundo”, causou colossal sensação esta semana na imprensa. O motivo foi ela ter retirado preventivamente os seios saudáveis, por ter uma predisposição ao câncer, doença que sabidamente afeta essa região das mulheres.   (continua)

  •      Shakespeare disse pela boca de Jacques em sua peça Como Gostais que “O mundo inteiro é um palco e todos nós somos atores”. Essa sentença é bem mais longa e encerra uma série de discussões. Quero me deter em apenas em um de seus aspectos, que é o de apontar um caráter teatral que alguns indivíduos carregam e demonstram mais que outros, mesmo sem nunca terem atuado, ou sequer terem pensado em atuar.    (continua)

  •      Governos vêm usando uma mistura de neurociência, psicologia e marketing para influenciar o cidadão sem que ele perceba, em áreas como saúde e transporte. Daí nascem políticas eficientes – e protestos de todos os lados.   (continua)

  •      As especulações da imprensa acercada renúncia do papa Bento XVI, bem como do conclave e do cardeal que poderá sucedê-lo, demonstram uma gigantesca ignorância de como funciona a igreja. O cerne das notícias é de que o novo papa deve ser brasileiro, africano, novato, ou de um país com maioria católica. Para eles, a lógica tem que ser a mesma que rege a política, tudo tem que ser feito de forma “democrática”. Santa ignorância!   (continua)

  •      A cena final mais forte do teatro mundial é a do velho rei Lear entrando no palco com sua filha Cordélia morta nos braços, gritando: “Gemei, gemei, gemei, gemei! Oh! Sois homens de pedra! Se eu tivesse vossas línguas e vossos olhos. De tal modo os usaria que faria arrebentar à abóbada celeste. Ela foi embora para sempre! Conheço quando alguém está morto e quando está vivo. Ela está tão morta quanto a terra”.   (continua)

  •      Shakespeare diz em Sonho de uma Noite de Verão que “Os apaixonados e os lunáticos têm cérebros ardentes, fantasias visionárias que percebem o que a fria razão jamais poderá compreender”. É sobre a capacidade de imaginar, e de onde podemos encontrar fontes para que isso ocorra que quero falar, e da enorme importância que a imaginação tem nas nossas vidas.   (continua)

  •      Durante quase mil anos, desde Carlos Magno, que reinou sobre franceses e alemães, a Alemanha foi um aglomerado de cidades-estado, sendo a guardiã, até o fim do século XVIII, de Sacro Império Romano Germânico. Ainda no século XVII, temeroso da engenhosidade alemã, o Cardeal Richelieu, estadista da França, engendrou uma diplomacia política de anulação da Alemanha – jogando um estado contra o outro – impedindo sua união, para que eles não ameaçassem a soberania francesa.   (continua)

  •      Cícero achava, assim como seus contemporâneos romanos, que “Quem pensa que pode conquistar glória duradoura pela simulação está muito enganado”, e que “todas as simulações logo caem por terra como flores frágeis”. Maquiavel, quinze séculos depois,  discorda dele, dizendo que os homens, em sua maioria, são simplórios e propensos a se iludir, aceitando as coisas tais como se apresentam, sem críticas, julgando apenas pelas aparências. Ou seja, que “todos podem ver o que aparenta ser” e “poucos veem o que realmente é”.   (continua)

  •      As bobagens do calendário do povo Maia, que falava no fim do mundo – que é que os Maias conheciam do mundo? –, impreciso e inexato, até mesmo para contar os dias, serviu para a imprensa inovar um pouco nas manchetes de fim de ano, em geral, repetidas a exaustão todos os meses de dezembro, ao ponto dos repórteres  veteranos não suportarem mais a mesmice das reportagens  referentes ao período natalino. Se os próprios jornalistas estão cansados, imaginem nós!   (continua)

  •      "Nunca falei com meu pai a respeito depois que o Palmeiras foi rebaixado. Sei que ele soube. Ou imaginou. Só sei que no primeiro domingo depois da queda para a Segunda pela segunda vez, seu Joelmir teve um derrame antes de ver a primeira partida depois do rebaixamento. Ele passou pela tomografia logo pela manhã. Em minutos o médico (corintianíssimo) disse que outro gigante não conseguiria se reerguer mais.    (continua)

  •      Vocês viram o dia que fez ontem, 28 de outubro, aqui em Brasília? Talvez seja indescritível... Como diria Artur da Távola, esse foi um típico “Diadeus”. Dificilmente “o ato de ser dia foi tão plenamente como ontem!  Talvez para homenagear os servidores públicos, tão merecedores de gratidão! A impressão foi a de que Deus se aborreceu com seus assessores e disse: - “Vocês já não sabem iluminar um dia! Vejam como é. E realizou a mais linda luz possível a envolver uma cidade.   (continua)

  •      Sir Francis Bacon deu um conselho curioso aos que estudavam a Natureza: deveriam desconfiar de tudo que suas mentes aceitassem sem hesitação. Talvez fosse uma maneira de prevenir contra a ilusão de que qualquer descoberta humana fosse completa, ou tivesse completamente desvendado o que Deus encobrira. No momento (século 17) em que crescia a ideia herética de que existia um metafórico Livro da Natureza tão cheio de mensagens de Deus para os homens quanto o Livro dos Livros, Bacon aconselhava a Ciência a não desprezar o que diziam os mitos e as Escrituras. A glória de Deus se manifestava de várias formas. Algumas eram apenas mais poéticas do que as outras.   (continua)

  •    Ao acordar, disse para a mulher:
    — Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o sujeito com a conta, na certa.  Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade, estou a nenhum.
    — Explique isso ao homem — ponderou a mulher.
    — Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas obrigações. Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro, não faz barulho, para ele pensar que não tem ninguém.   Deixa ele bater até cansar — amanhã eu pago.   (continua)

  •      Perseguido pelas autoridades de seu país natal, a Prússia, por causa de seus ataques ao governo, o panfletário Karl Marx mudou-se para a França. Lá, deu continuidade a atividades revolucionárias, com seus panfletos e jornais. Acabou expulso. Procurou refúgio na Bélgica, mas não conseguiu se estabelecer, em virtude da pressão prussiana sobre o governo belga. Ele ainda tentou a França mais uma vez, e não deu certo. Voltou a Prússia, mas foi expulso novamente.   (continua)

  •      É por intermédio de Hamlet, o príncipe filósofo, que Shakespeare diz o que pensa de nós: “Que obra-prima é o homem! Como é nobre pela razão. Como é infinito em faculdades. Em forma e movimentos, como é expressivo e maravilhoso. Nas ações, como se parece como um anjo. Na inteligência, como se parece com um deus. A maravilha do mundo. Protótipo dos animais!” Nenhuma outra realização humana expressa com tanta força e exatidão esse pensamento do que as Olimpíadas.   (continua)

  •      Ver Kenneth Brannagh declamando Shakespeare na abertura da Olímpíada de Londres foi uma grata surpresa e grande alegria. O tema da cerimônia foi inspirado na peça, A Tempestade, uma das últimas escritas pelo Bardo de Stratford. É lá que está a frase “Essa ilha é cheia de barulhos”, que foi gravada no sino de vinte e seis toneladas que deu início ao evento.
         A Tempestade se passa numa ilha imaginária. Nessa peça, Shakespeare se livrou de todas as peias do mundo real, deixando sua imaginação agir sem amarra alguma. Daí o porquê da escolha desse tema shakespeariano, pelos organizadores dos jogos: um lugar onde os sonhos são possíveis de serem realizados.   (continua)

  •      O massacre de Denver, nos Estados Unidos da América, é estúpido, cruel, mas, ao mesmo tempo, compreensível, e nos perguntamos por que os americanos podem ficar surpresos com essa barbárie? As lágrimas do presidente americano pelas vítimas do massacre é uma hipocrisia. O que aconteceu lá é produto de um fenômeno de dissociação de um grupo que não sabe mais o que é realidade e o que é ficção.   (continua)

  •      Um congresso processar e julgar um presidente da República e afastá-lo do cargo por Impeachment em apenas dois dias, isso sem mexer uma vírgula na Constituição, é algo impensável e inaceitável em qualquer nação que queira ser chamada de Democracia. Menos no Paraguai, onde ocorreu o fato! Só mesmo quem não conhece nada de história pode se assustar com o que aconteceu no vizinho e mal-afamado país sul americano!
         O Paraguai esperou 182 anos, após sua independência em 1811, para ter o primeiro presidente eleito pelo voto, fato que veio a acontecer em 1993, com a eleição de Juan Carlos Wasmosy. Até então o país vinha sendo governado por uma sucessão de tiranos e por um único Partido, o Colorado. O último ditador, Alfredo Stroessner, filho de alemães, simpatizante e acolhedor de nazistas, governou o país por 34 anos.  (continua)


  •      As duas estrelas que estão sob os mais intensos holofotes da Imprensa no momento, não são atores, cantoras, políticos, ou artistas em geral, mas dois profissionais sem nenhum talento para superstar. Trata-se dos advogados criminalistas Márcio Thomaz Bastos e “Kakay” Almeida Castro. Nenhum dos dois é atraente. O segundo tem cara de cientista louco dos filmes de Hollywood, e Bastos parece um vovô aposentado.   (continua)

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